Sexta-feira, 25 de Abril de 2008

Web 2.0: o que realmente foi, é e vai ser?

Estes últimos dias estive estudando a possibilidade de dar uma palestra sobre Web 2.0 para os calouros aqui da faculdade. A gente percebe claramente que a maioria deles entra na universidade achando que a Web atual se resume a Orkut/Wikipedia/Google. Seria interessante mostrá-los que há muito mais coisas interessantes que eles poderiam aproveitar. Quem sabe já ir botando na cabeça deles a idéia de criar um serviço na web e montar uma empresa em cima disso.

Apenas mostrar um monte de sites interessantes (Delicious, Twitter, Digg-likes, blogs, agregadores de blogs e outros) já seria legal, mas eu queria mostrar mais do que isso, fazê-los entender em que contexto a Web está hoje. Posso tentar.

A chamada Web 2.0 pode ser resumida (salvo exceções) num só conceito: o foco nas pessoas e tudo em volta delas.

Pouco tempo atrás (5 anos ou mais), empresas que investiam na Web e em sites preocupavam-se principalmente com seus produtos, preços, como receber mais capital (olha o estouro da bolha). O usuário entrava no site isolado e indepedente de outros usuários, fazia sua compra/pesquisa/utilização e pronto. A navegação era muito focada em objetivos claros, que geralmente envolviam vender o produto de uma empresa.

Hoje, milhares de sites (os citados acima, por exemplo) provam que o usuário pode fornecer muita informação, pode gerar muita informação. A Wikipedia, por exemplo, percebeu isso e deixou os seus usuários gerarem e alterarem toda a informação contida no site. Outro exemplo é o Camiseteria, que não contrata designers para fazer estampas. Os seus próprios usuários criam e enviam para a comunidade do site. As mais votadas são fabricadas e vendidas, não antes de premiar os designers mais criativos.

Vários outros serviços tem um contexto similar: Flickr, videolog, Youtube e blogs em geral são lugares onde a pessoa pode compartilhar alguma produção sua ou de outros, seja imagem, vídeo ou texto. Novamente: o usuário gera informação.

Muito ligado com estes últimos exemplos está o conceito Social. Hoje qualquer site que se preze tem uma "camada social". Um modo de seus usuários interagirem entre eles, seja através de comentários ou ae de uma própria rede social integrada.

Ainda atrelado a este conceito estão os serviços que se enquadram na categoria de Social Media, sites que se aproveitam da "sabedoria das multidões". Na Web 2.0 não basta uma pessoa dizer que algo é bom ou ruim, é mais interessante cada um dar sua opinião. No final, a opinião coletiva vence.

Tá, já sabemos que o usuário é o grande centro das atenções. Todos os dias pipocam startups propondo serviços que você nem imagina que possa precisar (muitas vezes não precisa mesmo). O que falta fazer?

Alguns conceitos devem se fortalecer e talvez dar vida a novos serviços.

  • Personalização
  • Interoperabilidade
  • Convergência
O usuário quer fazer determinada coisa de qualquer lugar e do seu próprio jeito único e quer fazer o máximo de coisas sem precisar ir em vários sites/lugares diferentes.

Na Web 2.0 a informação se tornou um recurso de suma importância, tanto na forma de notícias, artigos e páginas Web, quanto na forma de dados pessoais de usuários. O Google sabe muito bem disso.
Peter Norvig, diretor de pesquisa do Google resumiu bem a idéia, na Startup School 2008:

"Consiga dados; especialmente dados sobre outras pessoas. Qualquer um pode ir na Web e conseguir 1.7 bilhões de palavras. Faça isso e depois faça algo com elas (análise, algoritmos, busca)". (Extraído desse resumo da conferência)

As empresas que souberem como conseguir e tratar dados do usuário e transformá-las em informação útil sairão na frente, quem sabe, na Web 3.0.

Leia também:

Segunda-feira, 7 de Abril de 2008

Os aplicativos estão indo para a Web. Vamos parar de compilar programas?

Um compilador transforma um código fonte (linguagem de programação) em um código binário correspondente que a máquina consiga ler e executar. Já um interpretador lê o código fonte (linguagem de programação) ou um código intermediário e executa as instruções diretamente.

São duas formas distintas de executar um programa, ambas tem as suas vantagens e desvantagens (não vou entrar no mérito). A pergunta é: o que vai prevalecer daqui pra frente?

Existem duas tendências que podem ser observadas hoje em dia:

  • A necessidade de portabilidade entre plataformas torna-se notável com o aumento do uso de dispositivos móveis e dos Sistemas Operacionais baseados em Linux e para computadores Mac. Para suprir todos os nichos as empresas necessitam desenvolver software para todas as plataformas, a maneira mais eficiente de fazê-lo é utilizando tecnologias de fácil portabilidade.

  • Várias aplicações normalmente utilizadas off-line estão migrando para a Web. Calendário, agenda, gerenciamento de projetos, editor de textos, e-mail entre outras ferramentas começam a ser mais utilizadas através do navegador e não na forma de um programa instalado no computador do usuário. Essa tendência vem crescendo nos últimos anos e é provável que usaremos cada vez menos programas instalados no computador. O conceito de Software como um serviço (SaaS) representa bem esta nova tendência.


Tendo em vista estes dois pontos pode-se observar que muitos aplicativos já são utilizados através da Web ou estarão migrando num futuro próximo. Nos sites e serviços baseados na Web o uso de linguagens interpretadas é absoluto e isso provavelmente não irá mudar. Escrever um programa em C para tratar um formulário de um site e acessar o Banco de Dados não faz muito sentido, já que linguagens como PHP, Perl ou Ruby são eficazes, eficientes e muito mais amigáveis para o desenvolvedor.

Devido a esses fatores, é visível que as linguagens interpretadas tendem a predominar sobre as compiladas, mas de forma alguma isso significa que as linguagens compiladas cairão em desuso. Linguagens como PHP são muito utilizadas no chamado Front End, parte da aplicação mais ligada a interface com o usuário. Linguagens compiladas como C/C++ ainda são mais indicadas e largamente utilizadas no Back End, parte da aplicação responsável pelo processamento dos dados.


Fonte:
TIOBE Programming Community Index for March 2008

Segunda-feira, 31 de Março de 2008

Ficando mais "Web 2.0"

Semana passada comecei a usar (pouco, mas usar) o FriendFeed, serviço que agrega todo o conteúdo gerado por uma pessoa na Web (Blogs, twitters, flickrs...).
E hoje comecei com o Twitter (meio atrasado né?).

Quem quiser:
Twitter - Felipe Hummel
FriendFeed - Felipe Hummel

Sexta-feira, 28 de Março de 2008

Por que o Brasil não desenvolve Twitters e Facebooks?

Em tempos de Web 2.0, startups de sites e serviços pipocam por todo mundo. De idéias sensacionais até coisas sem muita graça e sentido, muitas empresas estão recebendo milhões de dólares em investimentos. A minha pergunta é: cadê o Brasil para pegar uma fatia dessa grana?

Costumo prestar atenção nos novos websites gringos e é difícil achar algum que não poderia ter sido pensado/desenvolvido aqui por brasileiros. Vejam só:

O FriendFeed, por exemplo, é um site graficamente simples. Em termos de funcionalidades pode ser resumido a uma implementação simples de rede social, além de o sistema gerar um novo feed RSS para as atualizações (blogs, flickr, twitter, etc...) de seus amigos. Ambas as funcionalidades (rede social, e construção de feed) podem ser achadas aos montes pela Web em forma de tutoriais ou em sistemas de código aberto. A única parte pouco coveniente é ter que armazenar tudo para o usuário poder fazer busca, o que necessita de um servidor com um bom armazenamento.

O Twitter, menina dos olhos da Web 2.0, também não possui nenhuma inovação tecnológica, é apenas um sistema de blog modificado. A dificuldade reside apenas em implementar um sistema robusto e eficiente.

Será que os brasileiros não conseguiriam desenvolver estes serviços?

Quem lê blogs deve conhecer o Blogblogs. Uma rede social de leitores, blogs e blogueiros que ainda indexa o conteúdo dos blogs, usando a estrutura de links entre eles e outras funcionalidades da rede social para montar um Rank da blogosfera. Alguem acha isso mais fácil de desenvolver que um Twitter ou FriendFeed?

Tem também o Yoomp que também é uma rede social envolvendo blogs mas com várias funcionalidades diferentes do Blogblogs.

Para fechar os exemplos nacionais, temos também o Camiseteria, modelo na área de conteúdo gerado pelo usuário, implementa uma rede social junto com uma loja de camisas.

Alguém ainda dúvida que podemos desenvolver Twitters, Friendfeeds e até Facebooks?

Será que falta coragem para inovar? Será que falta visão? Dinheiro?
Creio que os desenvolvedores brasileiros já tem nível suficiente para se arriscar no mercado global. Mas já temos a maturidade?

Na minha opinião, está mais do que na hora de começarmos a desenvolver boas idéias e tentar conquistar o mercado internacional. Quem acompanha as startups estrangeiras sabe como qualquer idéia simples e muitas vezes sem muito jeito para gerar dinheiro ganha investimentos volumosos.

A minha intenção neste post é incentivá-los para que o próximo Twitter, FriendFeed ou sei lá o que, seja brasileiro. Basta pé no chão, cuidado e muito trabalho.

Qual é a sua idéia para o próximo grande site da Web 2.0?


Veja também:

Como ter idéias e criar sites que podem valer 1 bilhão de dólares - Parte 1
Como ter idéias e criar sites que podem valer 1 bilhão de dólares - Parte 2
Como ter idéias e criar sites que podem valer 1 bilhão de dólares - Parte 3

Quarta-feira, 5 de Março de 2008

Dedo gordo não pode usar teclado de smartphone

Pra quem sempre teve os celulares "normais" que todo mundo tem, essa nova onda de smartphones mais acessíveis é muito atrativa. Porém quando testei pela primeira vez um Moto Q (abaixo) reparei que é necessário uma certa habilidade com a ponta dos dedos para conseguir acertar os botões certos.

Suponho que os donos de smartphones se acostumem com o uso. Já observei alguns outros celulares mais difíceis de digitar. Vejam o iPhone por exemplo:


Teclado na tela wide é muito bacana de digitar, já testei e aprovo.

Agora na posição convencional:



Eu não sei quem esse cara quer enganar, seu dedo está pressionando as teclas O, K, L, P e I ao mesmo tempo. Por sorte saiu a letra I.

Será que o Jô Soares, por exemplo, conseguiria usar um tecladinho desse? E aquele gordão que sempre aparece em rodízio de churrasco? O cara vai escrever QWERTY numa apertada só.

Pode parecer besteira, mas não adianta comprar um smartphone com teclado QWERTY se você não vai se acostumar, ou vai passar um tempão para digitar uma mensagem. Pra quem já se acostumou com o teclado reduzido dos celulares, e digita rápido como se você tivesse sido sequestrado e tivesse pedindo ajuda, comprar um smartphone tipo o N95 (abaixo) pode ser mais indicado.




Eu ainda estou na dúvida (eufemismo pra sem dinheiro) e fico com meu celular comprado na promoção de R$10,00 da Vivo. Com Android e uma nova leva de celulares multi-touch chegando , talvez seja um boa esperar mais um pouco para comprar o smartphone dos sonhos (ou um que a gente possa pagar =P)

Terça-feira, 4 de Março de 2008

Steven Spielberg está fazendo uma rede social sobre Fantasmas e ET's!

Desenvolver uma rede social parece ter ficado mais fácil nos últimos anos, já que o número de sites deste tipo tem aumentado absurdamente. O interessante é que muitas vezes o contexto da rede não é só amigos e comunidades, tem algo mais específico. De comida a ET's, passando por pessoas já falecidas.

Na comunidade Open Source Food, por exemplo, você compartilha e explora com outras pessoas receitas e fotos de comidas maravilhosas (ou não, né?). O FatSecret é meio que o oposto, uma rede social para gordinhos (ou até magros, tem doido pra tudo) que querem perder peso. Uma bem bizarra é a Respectance onde você publica páginas pessoais de pessoas que já se foram... É! Você vai navegando pelo site vendo fotos de pessoas que já morreram, inclusive com a data de nascimento e morte. Poisé, já falei que tem doido pra tudo.

Steven Spielberg, o famoso diretor de Hollywood, decidiu entrar no ramo de redes sociais. Segundo o blog Techcrunch, ele pretende lançar uma comunidade onde o foco seja em usuários que tenham tido alguma experiência paranormal (fantasmas) ou encontro com ET's (ver disco voador já deve contar). O site também espera possuir conteúdo em vídeo original sobre estes tipos de fenômeno.

Não é de hoje o fascínio do Spielberg por coisas paranormais e alienígenas. Ele fez vários filmes nesta linha: Encontros imediatos de Terceiro Grau(1977), Poltergeist (1982), E.T.: O Extra-Terrestre(1982), Gasparzinho; o fantasminha camarada (lembrou do cara falando isso na sessão da tarde né?), Homens de Preto(1997), A Casa Amaldiçoada (1999), Guerra dos Mundos (2005) e mais um a ser lançado Interstellar (2009). É, o cara tem muita experiência nessa área!

Os entusiastas por fantasmas e OVNIs vão ter mais uma fonte de informação. Bom também pro programa Fantástico, quando quiserem fazer uma reportagem paranormal com o Cid Moreira narrando é só entrar na rede social do Spielberg e coletar umas histórias legais.

Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008

Como fazer um Sistema de Recomendação simples e rápido!

Hoje em dia a criação de perfis de usuário em sites é muito comum. Antes mesmo de você usar um serviço você já contou metade da sua vida para o Banco de Dados do outro lado. Na maioria das vezes estes dados ficam parados, enquanto podiam ser usados para melhorar a experiência do usuário. Para aproveitar melhor o que você diz na hora do cadastro, vou mostrar aqui um método muito simples de desenvolver um Sistema de Recomendação que pode servir para várias finalidades.


[Matemática]
O método consiste basicamente em calcular a distância entre dois pontos. Isso mesmo, um pouco de geometria! Para isso iremos utilizar a fórmula da Distância Euclidiana. (Não se assustem com a fórmula)

Considerando dois pontos:



Temos a fórmula:


O algoritmo é bem simples, basta pegar uma coordenada de um ponto, subtrair com a mesma coordenada do outro ponto e elevar o resultado ao quadrado, soma-se esta operação para cada coordenada e por fim tira-se a raiz quadrada. 'n' é o número de coordenadas e no nosso caso vai ser o número de características do produto.

O resultado desta fórmula vai ser um número positivo. Quanto mais próximo de zero, mais perto estão os dois pontos. (zero significa pontos iguais)

[/Matemática]

Começando a recomendar produtos!

Tá! Muito legal esse monte de números. Mas como meu sistema de recomendação vai dizer que um cara que gosta de uma banda de Rock não vai querer saber do novo CD solo da Cláudia Leite do Babado Novo (já lançou?).

Para isso, usa-se a discretização, um nome tosco e feio para dizer que palavras viram números. Por exemplo, considerando gêneros de música podemos dizer que:

Axé = 1
Pagode = 2
Forró = 3
Sertanejo = 4
Pop = 5
Rock = 6
Metal = 7

Pode-se fazer para faixas de preço também:

R$1-5 = 1
R$6-15 = 2
R$16-30 = 3
R$31-50 = 4

Percebam que eu tentei colocar estilos parecidos com números próximos (Rock e Metal por exemplo). Isso melhora bastante as recomendações. (se não entenderem por que, me perguntem)

Então:
Dado um Perfil de usuário: (6,1). Ou seja, que gosta de rock e é um duro sem dinheiro.
Dado as características de um CD: (1,4). Ou seja, novo cd da Cláudia Leite e muito caro.

Fazendo a distância euclidiana entre estes dois pontos (6,1 e 1,4) consegue-se medir a "afinidade" entre o perfil do usuário e aquele produto. Ao fazer este mesmo cálculo entre o perfil de um usuário e todos os produtos de uma loja, por exemplo, é possível fazer um Rank dos produtos que ele tem maior afinidade e, quem sabe, vontade de comprar.
No final das contas, o perfil de um usuário e as características de um produto serão representadas por um vetor de números ([1,4,6,1,2,3]).


Melhorando as recomendações

É possível e recomendável dar mais importância para características mais importantes (claro né!) O gênero de um jogo provavelmente é mais influente que a presença ou não de multiplayer. Para representar isto, basta multiplicar o termo correspondente a característica por um número (quanto maior, mais importância), por exemplo: 5*[(p1+q1)^2].

Experiência própria

Nos meus testes eu usei uma base de Games. Coloquei as seguintes características para eles: Gênero, faixa etária, se tem multiplayer (0 ou 1), para qual console. Cada característica tinha a sua própria discretização no estilo da mostrada acima.

A minha base de Games tem 100 jogos cadastrados e também tenho um sistema em PHP para cadastrar e ver as recomendações que ainda vem com uma mini rede social (mini mesmo) que cadastra, pesquisa, adiciona amigos e faz recomendação de produtos para eles. Quem quiser, pode me mandar um e-mail ou comentário que eu envio. De qualquer modo, devo atualizar e colocar o link aqui.


PS: Eu gosto de rock, não tenho dinheiro mas eu não gosto de Axé!!
PS.2: Qualquer dúvida, pode perguntar!


Artigos que tem alguma coisa a ver com este post:

Como funciona uma Máquina de Busca?
5 dicas simples para aumentar a sua produtividade

Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008

Fotos bizarras do nosso dia-a-dia

disse isso ano passado (um mês atras :P) mas digo denovo: todos os dias presenciamos coisas estranhas/engraçadas/bizarras e nem percebemos, não damos atenção.

Vou então deixar um espaço aqui no blog para postar fotos interessantes, tiradas por mim ou por amigos meus (valeu Sammy!).

Enfim:



Sem grana pra pagar um caminhão pra transportar? Abre o porta-malas, bota um amigo lá dentro segurando! Fácil!



Segurança? Sempre!




Esse não gosta de compartilhar!


Pra finalizar, com toda o hype em cima da Febre Amarela, meus amigos foram tomar a vacina no posto de saúde da faculdade:



Eu nunca fiz vacina =\
Ter ou não ter cartão? Eis a questão...



Veja mais fotos interessantes

Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2008

Produtividade pessoal: Não sei o que fazer agora!

Ultimamente, tenho organizado todas as minhas tarefas no Remember the Milk (quem não conhece, faça-o agora). Trabalhos da faculdade, idéias para posts aqui no blog ou lá pro Google Discovery, mais trabalhos da faculdade, coisas pra baixar/fazer/olhar e etc. Bem, pela minha experiência das últimas semanas só isso não está servindo muito pra mim. Por quê? Quando tenho tempo pra sentar na frente do computador e começar a trabalhar, dada tantas opções de tarefas a fazer, fico um bom tempo só tentando decidir o que devo fazer, acabando por perder muito tempo. As vezes vou ler Feeds e pronto :P

Como resolver esta situação?

A minha solução (temporária talvez) é bem simples: adiantar a tomada de decisão. Comecei a decidir na noite anterior o que vou fazer no dia seguinte. Separando por MANHÃ/TARDE/NOITE e levando sempre em conta "Professor da matéria X pode não dar aula" ou outras variáveis, além de indicar uma certa hierarquia entre as tarefas, mais ou menos assim:

-----MANHÃ-----

1 - Começar Trabalho Y
2 - Terminar Post A

-----TARDE-----

Se n tiver aula -> Escrever Post Novo

-----NOITE-----

1 - Ler Feeds
2 - Terminar Trabalho Y

Já tentei usar o Google Calendar (entre outros calendários) para organizar o que fazer em cada dia. Não sei se é só eu (ou é?) mas quando organizava previamente minha semana inteira eu não conseguia cumprir as coisas por causa de inúmeras variáveis que não conseguia prever. Além de que não consegui me acostumar a toda vez que sentasse no computador olhar o calendário/agenda.

De qualquer forma, vou tentar me organizar desta forma, se eu me lascar mais ainda eu me reporto pra vocês.

Veja outros posts com dicas e sobre produtividade:

Terça-feira, 8 de Janeiro de 2008

3 Razões para os Pen Drives serem uma mídia Insegura!

Ultimamente tenho escutado relatos e histórias sobre pen drives.  O pessoal perde, quebra, estilhaça, afoga. Algumas vezes o bixinho simplesmente para de funcionar. Vou dar 3 razões para eu poder dizer que pen drives são uma mídia não segura (ou seria não-segura?):

1 - Se você perde caneta BIC por que não pode perder um pen drive do tamanho do seu dedão?

É uma triste verdade. Perdemos as nossas coisas (antes a nossa do que a dos outros). Quanto menor o objeto, maior a chance de ele se perder em meio a um grande número de outros objetos aleatórios. Quem tem mesas de trabalho/estudo extremamente bagunçadas (******* generalizada) sofre muito desse mal.

2 - Pen Drive parece indestrutível, mas acontece de ele 'pedir pra sair'

Primeiro de tudo, computadores e qualquer eletrônico em geral não dura para sempre (quem é que não sabe?), mesmo assim muita gente ainda "se garante" deixando todos seus arquivos no espetinho de plástico. Se acontece de o bixo parar de funcionar, ou der algum vírus sensacional você fica na mão. Aliás, fica sem seus arquivos à mão.

3 - "Me empresta teu Pen Drive aí?"

Quem nunca emprestou pen drive? Quem garante que a outra pessoa não deu uma olhada nas suas coisas? Até tem como colocar senha. Mas será a solução? A gente já não tem que digitar uma dúzia de senhas do login no Sistema Operacional até o acesso ao e-mail? Enfim...

 

Bem, as razões são um pouco bobas mas todas tem a mesma base. Não devemos confiar em pen drives para guardar todas os nossos arquivos, principalmente confidenciais. Isso é algo extremamente comum e não deveria ser.

Quando o Pen Drive surgiu eu o imaginei como uma mídia "de trânsito", ou seja, você a usa para transportar dados de um lugar para outro. Obviamente com a atual capacidade dos mesmos outras utilidades surgiram. Entretanto, assim como CDs e disquetes o Pen Drive é uma mídia de armazenamento AUXILIAR e não deve ser usada como principal.

Por que você não guarda na Internet? Por que você não guarda em um computador só seu, ou em algum outro que você confie?

Por favor, não deixem todas as suas coisas importantes no Pen Drive. Se algum outro amigo meu vier me dizer "perdi meu pen drive, me lasquei" ou "meu pen drive não abre mais, meus pornôs =(", vou só indicar este meu post e tchau! Brincadeira, não sou tão chato assim.

 

Outros posts interessantes de Dicas:

Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2007

Reveillon, Ano Novo, Superstição, Paz, Roupa Branca e George W. Bush

Que roupa você vai usar no Reveillon? Verde? Amarela? É bem capaz de você usar branco, né?

Não sei se é só aqui no Brasil, mas temos uma forte tradição de usar roupas brancas no Reveillon. É só lembrar das imagens da praia de Copacabana lotada, com inifintos pontinhos brancos na areia (um carregamento de tic tacs? Deixa pra lá...). As pessoas tem este costume e apesar de muitas usarem só por tradição, outras usam por que realmente acreditam na superstição de que a cor da roupa usada na passagem de ano vá influenciar sua vida. Bem...

Estudo de caso: Quantas pessoas no Brasil inteiro usam Branco no Reveillon? Ouso dizer que é na casa de dezenas de milhões (ou mais, sei lá, estou chutando mesmo). Imagine cada roupa branca contribuindo fortemente para a paz mundial... Se isso realmente funcionasse acho que a gente poderia sair por aí sem medo de Bala Perdida (ou Achada). O George W. Bush, aliás, estaria desempregado com tanta paz. O coitado só sabe fazer guerra! Pede pra ele fazer um ovo frito que ele não consegue. Mas enfim...

De qualquer forma, tenho que ir ali no meu guarda-roupa por que se eu passar o ano novo com a calça PRETA que eu tinha escolhido vou escutar um monte de todo mundo: "Preto no Reveillon, eu heinnn!! Tem que usar BRANCO!".

Se ainda está na dúvida de qual cor usar:

Branca = PAZ
Amarelo = Dinheiro
Verde = Alegria / Felicidade
Rosa = Amor
Vermelho = Paixão
Azul = Amizade

Eu não acredito nisso, mas só pra garantir vou usar calça azul, blusa amarela com partes verdes e um boné vermelho.

Ah, post novo agora só ano que vem! (piadinha cretina que todo ano todo mundo faz: "Esse ano eu não como mais pizza", "Ir no banheiro só ano que vem agora", "Não como mais chocolate esse ano", e bla bla bla).

Quarta feira voltam os posts sobre tecnologia, viu pessoal? Até lá!

Ah sim sim.

Feliz Ano Novo!

Segunda-feira, 24 de Dezembro de 2007

Feliz Natal!

Estou aqui para desejar um Feliz Natal pra todos que acompanham o Blog do Hummel. Muito Obrigado pela atenção! Ver o contador do leitores de Feed aumentando é um dos maiores incentivos pra continuar escrevendo.

Em breve vou tentar voltar a postar mais regularmente. Mais tecnologia, mais coisas aleatórias, mais idéias!

Até mais!

Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2007

Imagens interessantes/bizarras do nosso dia-a-dia que a gente não dá a mínima

Eu costumo dizer (peguei a mania da minha namorada) que as pessoas podem deixar de perceber as coisas mais óbvias e aparentes por um simples motivo: outro foco. Por exemplo, você está andando pela rua escutando músicas e passa na frente de um outdoor com um erro de português meio estranho, você dá uma olhada no outdoor, lê por alto as palavras e passa direto. Se o seu foco não está em ler atentamente o que está escrito ali ou de procurar erros, é bem capaz de você não perceber o erro mesmo ele sendo gritante.

E é impressionante como isso acontece o tempo todo. Coisas diferentes, engraçadas, bonitas, bizarras acontecem todos os dias com a gente, mas a gente não presta atenção. De uns tempos pra cá tentei tirar fotos (do meu celular infelizmente) de algumas "coisas".
Cruz Vermelha do lado de fora de uma clínicaCruz Vermelha

É, era pra ser uma "cruz" vermelha né? Só esqueceram de avisar que não era a cruz de Jesus. Ah, e ela tá meio torta =P

Mouse pad caseiro!Quem não tem cão caça com gato. Quem não tem mouse pad usa o que? Uma caixa velha e usada sem aparente utilidade.

Cachorro sem um braço e com a mão esmagada e rindoViu o cachorrinho? Não viu nada demais? Agora olhe os "braços" dele. Sim, ele só tem um o outro foi cortado coitado.
Pior, olhe a mão dele (só tem uma mesmo), parece que passaram com um rolo compressor em cima dela. Mas por que depois de tudo isso esse cachorro ainda estaria sorrindo? Deve estar drogado sei lá.

Pára-choque assassino
Reparem no pára-choque do caminhão. Deusolivre alguém bater ali. Vai direto no parabrisa do outro carro! Como que deixam um caminhão circular assim? Não sei! Mas multar quem usa celular dirigindo é mais fácil né?

Pôr-do-sol na entrada do condomínio
Pra finalizar uma foto da entrada aqui do condomínio. Não importa se a gente está no meio da cidade, sempre tem como ver o pôr-do-sol. E ver um ovni que resolveu aparecer ali na foto também (um pouco acima do prédio).

Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2007

Empresas de olho no que os Blogs falam!

Interessante pensar que até pouco tempo atrás muita gente (inclusive eu) achava que blogs eram coisas fúteis, diários virtuais. Raramente tornavam-se populares. Foi-se o tempo. Hoje em dia a quantidade de blogs de qualidade é muito grande. Conteúdo e Opinião sendo publicadas pra tudo quanto é gosto. Sem percebermos estamos sendo influenciados pelos blogs que lemos (tá lendo o texto né? Já era, tá sendo influenciado!).

Recentemente certas pessoas espertas vêm percebendo quanta opinião é gerada através de blogs, redes sociais e comunidades on-line em geral e que isso é de interesse de instituições e empresas. A brasileira E-Life por exemplo, vêm monitorando desde 2005 a Web brasileira em busca dos produtos e marcas de seus clientes. Quem contrata seus serviços tem acesso a um relatório detalhado de como sua marca está "falada" na Web (em blogs, orkuts e etc...). Além disso, pode-se verificar comentários específicos baseados em uma classificação do mesmo (positivo, negativo, neutro, indeterminado...). Desta forma uma empresa pode achar seus consumidores e descobrir facilmente críticas, sugestões e até elogios. Criando, então, um canal de comunicação entre a marca/produto e os seus clientes sem que estes percebam.

Por que as empresas querem saber nossa opinião? Muita gente lê o que os blogueiros falam. Muita gente visita comunidades no Orkut e lê fóruns de discussão. Inconscientemente nós somos influenciados pelas informações que estão contidas nessas comunidades. Se há alguém falando mal do meu produto para um público de mil pessoas tenho certeza que isso me interessa! É assim que as empresas estão começando a pensar.

Não é só a E-Life que sacou isso tudo. Uma startup gringa também está explorando a área. A Scout Labs lançou um beta privado para empresas que desejam colocar "scouts" na Web atrás de pessoas falando acerca de sua marca ou produto. Na apresentação do serviço destacam-se duas frases:

"E se você pudesse saber instantaneamente quem e o quê na comunidade de consumidores precisa de sua atenção imediata?"

"E se o seu time pudesse monitorar, gerenciar e ir direto para uma conversação de um cliente enquanto ela se desenrola?"

Eles disponibilizam às empresas quem falou o quê e onde, e ainda se falou bem ou mal. Tudo isso automático, atualizado e como uma interface bonitinha Ajax-like cheio de gráficos e estatísticas. A diferença deste para o serviço brasileiro é que a E-Life trabalha como uma consultoria especializada interagindo diretamente com o cliente. Já a Scout Labs parece ser um serviço totalmente baseado na Web, sendo tudo gerenciado dentro do site.

Há ainda outros competidores neste mercado de Monitoramente de Marca e Opinion Retrieval (Recuperação de Opinião) os prinicipais são Umbria, BuzzLogic e Nielsen BuzzMetrics. Ainda há muito a se explorar nesta área, ainda é um nicho novo e tem muita empresa que ainda não consegue perceber a importância. Pra quem depende da massa de clientes que consomem os seus produtos e serviços, a voz do consumidor deve ser a primeira a ser escutada.

Fonte: TechCrunch

Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2007

Second Life: um quase fracasso?

Eu já tinha comentado aqui ("3 razões para o Second Life não dar certo") como eu acreditava que o Second Life era apenas uma moda passageira e que o imenso alarde feito na mídia era sem sentido. A reportagem do IDG Now! mostra que depois de 8 meses de lançamento oficial no Brasil (e todo o estardalhaço) o Second Life já teve mais de 190 mil usuários ativos, mas atualmente conta com apenas 50 mil. Você pode achar muito, mas a rede social Gazzag que nem é tão conhecida registrou 200 mil usuários ativos, segundo a reportagem.

Quer dizer que todo mundo falou que Second Life era o futuro errou? Sim! As especulações que ele seria uma nova forma de interação, talvez até a nova Web eram pouco embasadas. Como eu comentei no meu post anterior sobre o assunto, o Second Life é um grande chat em 3D. Um Habbo em 3D. Qual é a revolução? Não há.

O problema é que o Second Life primeiro nasceu para depois ir aos poucos (bem devagar) acrescentando funcionalidades interessantes como compras, stand de empresas e outras interatividades além do já tradicional chat. O foco devia ter sido este desde o início. O chat devia ser um meio e não o fim. No final das contas, conversar com novas pessoas ainda é a atração principal do serviço.

É exatamente pela falta de outros atrativos que tanta gente se cadastra e depois de poucos minutos desiste. Elas percebem que aquilo é um chat em 3D com outras coisinhas aqui e ali. Quem não quer conhecer novas pessoas ou conversar em 3D com amigos, provavelmente não vai gostar do Second Life.

O Second Life tem jeito? Tem, mas precisaria mudar seu foco. Precisaria criar reais utilidades para o metaverso. Fazer campanhas de jogos, campeonatos, eventos não vão ter o efeito desejado. É preciso ir além do entretenimento banal (chat), criar motivos para que outras pessoas também queiram fazer coisas sérias dentro do mundo virtual. Eu ainda acredito que a idéia de mundos virtuais possa ser realmente relevante, mas por enquanto temos que esperar isso acontecer de verdade.