Não sei se acontece com vocês, mas, dependendo do dia que vou ao cinema, não gosto de assistir dramas. Não estou falando de dramas tipo Titanic, mas sim daqueles dramas que foram feitos para ficarmos apreensivos e talvez tristes durante o filme todo. E para no final ainda falarmos: "é... o mundo tá uma merda mesmo =\". Quem viu "Senhor das Armas", por exemplo, sabe do que eu falo. Em certos dias, prefiro filmes mais "lights" (minha namorada agradece).
Quando vi o livro do Randy Pausch A Lição Final na prateleira da Saraiva lembrei de alguns dramas do cinema. Pensei logo que aquele não era o tipo de livro que eu iria curtir. Pra quem não lembra, ele é aquele Professor de Ciência da Computação que fez uma belíssima 'palestra de despedida'. Ele tinha câncer no pâncreas e o diagnóstico dizia que tinha apenas alguns meses a mais de vida. Infelizmente ele faleceu.
É neste contexto que o livro foi escrito. Então ao olhá-lo, já imaginei que seria um livro triste e melancólico. Talvez, mesmo evitando, o autor não poderia evitar falar do seu sofrimento e de seus parentes.
Bem, eu me enganei. O livro, ao meu ver, não trata da "morte". Muito pelo contrário, Pausch tenta ao longo do livro passar inúmeros motivos de por que ele (e nós) devemos viver a vida ao máximo e o mais importante: conquistas nossos sonhos de infância!
Boa parte dos capítulos do "meio" do livro falam sobre experiências cotidianas da vida de Randy Pausch que, segundo ele, fizeram ele aprender sobre o que é importante de verdade na vida. Algumas situações bobas, outras estranhas (como um treinador de baseball gritando com crianças de 10 anos), mas todas dando pequenas lições. Todos esses ensinamentos juntos criaram o maior presente que um pai pode deixar para os filhos, esse foi o intuito de Randy tanto com a palestra quanto o livro. Ele queria dar uma última lição aos seus filhos. A gente aproveita e aprende umas coisas também.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Livro Outliers e as oportunidades
Li já faz algum tempo o livro Outliers - Fora de Série do Malcom Gladwell. Resumindo bem resumido: o livro fala que o sucesso ou fracasso de pessoas/organizações não se deve apenas ao esforço, dedicação e/ou competência. Ele afirma que inúmeros outros pequenos fatores influenciam. Ele cita, como exemplo, a história de Bill Gates que teve a sorte de ser filhos de pais ricos que eram liberais a ponto de deixá-lo trabalhar no computador de madrugada, além de estudar numa escola com um dos raros computadores da época a disposição.
Apesar de repetir alguns argumentos de forma ligeiramente cansativa, o autor consegue demonstrar através de fatos algumas coisas bem interessantes. No princípio parecem conceitos meio óbvios: "Claro que o sucesso de um indivíduo não depende só de seu esforço, tem muita sorte envolvida também!!".
Muitas vezes parecemos só lembrar do esforço e achar que só isso importa. Sempre tentamos "não dar bobeira pro azar". No entanto, temos que também saber, e muito bem, "dar chance a sorte". Criar oportunidades para si mesmo, pode ser tão importante quanto perder o último fio de cabelo trabalhando na madrugada. Esse é um ponto presente no livro e que parece óbvio, mas na maioria das vezes esquecemos. Para que as coisas boas (e ruins) aconteçam temos que criar e aproveitar as oportunidades. Essa foi a lição que tirei do livro e se você ler, vai acabar tirando também. Recomendo!
Apesar de repetir alguns argumentos de forma ligeiramente cansativa, o autor consegue demonstrar através de fatos algumas coisas bem interessantes. No princípio parecem conceitos meio óbvios: "Claro que o sucesso de um indivíduo não depende só de seu esforço, tem muita sorte envolvida também!!".
Muitas vezes parecemos só lembrar do esforço e achar que só isso importa. Sempre tentamos "não dar bobeira pro azar". No entanto, temos que também saber, e muito bem, "dar chance a sorte". Criar oportunidades para si mesmo, pode ser tão importante quanto perder o último fio de cabelo trabalhando na madrugada. Esse é um ponto presente no livro e que parece óbvio, mas na maioria das vezes esquecemos. Para que as coisas boas (e ruins) aconteçam temos que criar e aproveitar as oportunidades. Essa foi a lição que tirei do livro e se você ler, vai acabar tirando também. Recomendo!
terça-feira, 10 de março de 2009
Por que insistem em tentar ir contra a maré?
É engraçado como muitas vezes quem tem o dinheiro/poder fecha os olhos pra não ver as mudanças, as inovações, as novas possibilidades. Quem está ganhando dinheiro quer continuar ganhando dinheiro e qualquer mudança no paradigma pode botar "tudo" a perder, eles não querem isso.
A indústria fonográfica e os estúdios de Hollyword sofrem de um mal a quase 10 anos que ainda não conseguiram se curar. Eles ainda querem continuar ganhando o mesmo dinheiro de sempre, da mesma forma de sempre. Eles sempre venderam discos/fitas/CDs/DVDs e ganharam muito dinheiro com isso. Agora não querem que a internet atrapalhe.
Mas a internet já está "atrapalhando" e vai continuar "atrapalhando". Isso é fato. O mundo do consumo, em especial do entretenimento, mudou totalmente com a Web. Por que ainda há gente com medo de perder terreno? Por que não procurar caminhos para também participar dessa nova "era".
O Napster a quase uma década atrás mostrou para os empresários da grande mídia a mudança que estava vindo. Não deram ouvidos. Hoje continuam a briga para manter o antigo paradigma. O processo contra o site The Pirate Bay já se encerrou e deve ter resultados nos próximos dias. Para completar a IFPI (mesmo grupo que entrou com o processo) exigiu que a Telenor (a maior operadora de internet da Suécia) bloqueasse o acesso de seus clientes ao site Pirate Bay.
Ragnar Kårhus, presidente da Telenor, foi firme e sensato: “Agimos dentro da lei. Bloquear o P2P é como se pedíssemos para o correio abrir todas as cartas e decidir quais podem e quais não podem ser entregues aos destinatários”.
Essas grandes empresas pecam por achar que esses processos vão resolver alguma coisa. Que são como brigas entre empresas, ou empregado e patrão, que depois de a ordem judicial ser executada não há como voltar atrás. Um processo contra o P2P pode ser ganho, mas vai ser apenas uma batalha ganha. A guerra de verdade, já foi perdida. O velho modelo de vender entretenimento já foi vencido. Se o Pirate Bay fechar, 1 mês depois vários outros vão estar no lugar. Com o Napster foi assim, não vai ser diferente com o Pirate Bay, alguém não vê isso?
Agora é a hora de as grandes corporações do entretenimento procurarem novas formas de ganhar dinheiro e isto envolve NOVAS formas de vender e entregar conteúdo para os usuários. Será tão difícil fazer isso?
A indústria fonográfica e os estúdios de Hollyword sofrem de um mal a quase 10 anos que ainda não conseguiram se curar. Eles ainda querem continuar ganhando o mesmo dinheiro de sempre, da mesma forma de sempre. Eles sempre venderam discos/fitas/CDs/DVDs e ganharam muito dinheiro com isso. Agora não querem que a internet atrapalhe.
Mas a internet já está "atrapalhando" e vai continuar "atrapalhando". Isso é fato. O mundo do consumo, em especial do entretenimento, mudou totalmente com a Web. Por que ainda há gente com medo de perder terreno? Por que não procurar caminhos para também participar dessa nova "era".O Napster a quase uma década atrás mostrou para os empresários da grande mídia a mudança que estava vindo. Não deram ouvidos. Hoje continuam a briga para manter o antigo paradigma. O processo contra o site The Pirate Bay já se encerrou e deve ter resultados nos próximos dias. Para completar a IFPI (mesmo grupo que entrou com o processo) exigiu que a Telenor (a maior operadora de internet da Suécia) bloqueasse o acesso de seus clientes ao site Pirate Bay.
Ragnar Kårhus, presidente da Telenor, foi firme e sensato: “Agimos dentro da lei. Bloquear o P2P é como se pedíssemos para o correio abrir todas as cartas e decidir quais podem e quais não podem ser entregues aos destinatários”.
Essas grandes empresas pecam por achar que esses processos vão resolver alguma coisa. Que são como brigas entre empresas, ou empregado e patrão, que depois de a ordem judicial ser executada não há como voltar atrás. Um processo contra o P2P pode ser ganho, mas vai ser apenas uma batalha ganha. A guerra de verdade, já foi perdida. O velho modelo de vender entretenimento já foi vencido. Se o Pirate Bay fechar, 1 mês depois vários outros vão estar no lugar. Com o Napster foi assim, não vai ser diferente com o Pirate Bay, alguém não vê isso?
Agora é a hora de as grandes corporações do entretenimento procurarem novas formas de ganhar dinheiro e isto envolve NOVAS formas de vender e entregar conteúdo para os usuários. Será tão difícil fazer isso?
Marcadores:
tecnologia,
Web
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Conceitos do futuro aplicados nos produtos de hoje
Acho interessante como as pessoas gostam muito de pensar no futuro. Como ele vai ser, quais coisas maravilhosas vão existir nele. Faz parte dessa admiração os produtos "Conceitos". Vejam só os laptops conceitos como o VAIO, de monitor transparente, ao lado. Mas além de admirar como o futuro pode ser, também gosto de pensar em como iremos chegar até lá e especialmente o que do futuro pode ser aplicado hoje.
E quem soube olhar o futuro tentando extrair algo que pudesse ser feito hoje? A Apple! Querem exemplo melhor? Imaginem se 1 ano antes do anúncio do iPhone, alguém mostrasse um celular conceito multi-touch screen com uma tela maior que os celulares da época, leve e de pouca espessura. Alguém iria imaginar que um celular como aquele podia, de fato, ser lançado no ano seguinte?
Os computadores Mac da década de 90 até os atuais e o próprio iPod, também tinham suas caras de "conceito", mas continuam sendo bem reais.
Outro exemplo interessante é o navegador conceito da Adaptive Path com a Mozilla Labs, o Aurora. Um navegador que apresenta informações de uma maneira diferente e que, além disso, proporciona uma interatividade absurda com qualquer coisa dentro das páginas Web. Coisas como ver uma tabela cheia de dados estatísticos numa página e com apenas um comando transformar aqueles dados em gráfico, com outro comando enviar para um amigo que, por sua vez, altera o gráfico e te manda de volta. Tudo no navegador. Bem interessante né? Imagine poder fazer isso com qualquer fonte de informações em qualquer página Web! Os trabalhos escolares ficariam bem mais cheios de gráficos né?
Depois de assistir os vídeos do Aurora, a gente fica com uma vontade que aquelas coisas existissem hoje. O pessoal que fez o Ubiquity do Mozilla Labs pensou a mesma coisa. As idéias contidas no Ubiquity lembram o Aurora: usar APIs e mashups de serviços Web para facilitar e agilizar nossas tarefas.
O exemplo mais notório do serviço é o de selecionar um endereço, dar um comando no ubiquity e pronto você já tem um mapa apontando para o endereço selecionado.
Meio futurista né? Há algum tempo atrás sim! Mas o Google Maps e sua API já estão aí a algum tempo esperando para alguém fazer esse tipo de coisa.
Quantas outras coisas "futurísticas", mas possíveis, devem existir e ninguém pensou em fazer?
O que pode ser aproveitado hoje dos produtos "conceitos" que tentam refletir o futuro?
Outros artigos que podem ser interessantes:
Marcadores:
tecnologia
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Como funciona o Akinator, o Gênio!
Sei que já é um pouco velho (quase 1 mês já é velho na Web), mas quem não conhece, por favor conheça: Akinator
É um jogo que a partir de perguntas objetivas respondidas pelo usuário consegue "adivinhar" com uma precisão considerável em quem você estava pensando.

Uma pequena lista de quem o Gênio já adivinhou por aqui: biscoito falante do Shrek, bruxa do 71 (chaves), chupa-cabra, maísa (do SBT), wally (onde está wally?), Bob (moleque do Caverna do Dragão), o um anel (Senhor dos Anéis) entre muitos outros (não sou tão vagabundo assim).
Aqui na faculdade ficamos discutindo que técnica/algoritmo eles usam pra fazer isso (nerd é dose).
A primeira intuição é a Árvore de Decisão, uma técnica que classifica um determinado objeto de entrada baseando-se nas respostas a perguntas objetivas.
Entretanto, mesmo que o usuário erre uma pergunta ainda é possível que o Gênio advinhe seu personagem escolhido. Um comportamento estranho a árvores de decisão.
Uma outra forma de enxergar o problema é que cada pessoa/personagem/coisa no jogo seja representado por um ponto num espaço n-dimensional onde cada dimensão representa a presença ou ausência de uma característica, se ele é careca ou se é americano, por exemplo. A cada pergunta respondida este espaço vai sendo restringindo. Este é conceito é similar para problemas de classificação usando Support Vector Machine (ou só SVM).
Um detalhe é que no final ele mostra outras possíveis pessoas que ele poderia ter respondido. Ou seja, durante o jogo ele provavelmente guarda uma espécie de ranking das possíveis respostas.
Outra forma poderia ser dar "pontos" para as possíveis respostas. Por exemplo, se respondo a pergunta "ele é negro?" com Sim, pode-se atribuir uma quantidade X de pontos a todos os Negros do banco de dados. A cada pergunta dá-se pontos e depois ordena-se as pessoas. A resposta final é quem possui mais pontos.
Por último, vale relembrar que o banco de dados (gigantesco, aliás) é constantemente realimentando pelos próprios usuários, adicionando pessoas, perguntas e fotos. Então, a tendência é o jogo ficar cada vez mais completo e talvez mais preciso.
Não preciso dizer, também, que uma hora esse jogo vai ficar sem graça. Enquanto não fica, ficamos aqui brincando. Alguém arrisca um palpite de como ele é feito?
Leia também:
É um jogo que a partir de perguntas objetivas respondidas pelo usuário consegue "adivinhar" com uma precisão considerável em quem você estava pensando.

Uma pequena lista de quem o Gênio já adivinhou por aqui: biscoito falante do Shrek, bruxa do 71 (chaves), chupa-cabra, maísa (do SBT), wally (onde está wally?), Bob (moleque do Caverna do Dragão), o um anel (Senhor dos Anéis) entre muitos outros (não sou tão vagabundo assim).
Aqui na faculdade ficamos discutindo que técnica/algoritmo eles usam pra fazer isso (nerd é dose).
A primeira intuição é a Árvore de Decisão, uma técnica que classifica um determinado objeto de entrada baseando-se nas respostas a perguntas objetivas.
Entretanto, mesmo que o usuário erre uma pergunta ainda é possível que o Gênio advinhe seu personagem escolhido. Um comportamento estranho a árvores de decisão.
Uma outra forma de enxergar o problema é que cada pessoa/personagem/coisa no jogo seja representado por um ponto num espaço n-dimensional onde cada dimensão representa a presença ou ausência de uma característica, se ele é careca ou se é americano, por exemplo. A cada pergunta respondida este espaço vai sendo restringindo. Este é conceito é similar para problemas de classificação usando Support Vector Machine (ou só SVM).
Um detalhe é que no final ele mostra outras possíveis pessoas que ele poderia ter respondido. Ou seja, durante o jogo ele provavelmente guarda uma espécie de ranking das possíveis respostas.
Outra forma poderia ser dar "pontos" para as possíveis respostas. Por exemplo, se respondo a pergunta "ele é negro?" com Sim, pode-se atribuir uma quantidade X de pontos a todos os Negros do banco de dados. A cada pergunta dá-se pontos e depois ordena-se as pessoas. A resposta final é quem possui mais pontos.
Por último, vale relembrar que o banco de dados (gigantesco, aliás) é constantemente realimentando pelos próprios usuários, adicionando pessoas, perguntas e fotos. Então, a tendência é o jogo ficar cada vez mais completo e talvez mais preciso.
Não preciso dizer, também, que uma hora esse jogo vai ficar sem graça. Enquanto não fica, ficamos aqui brincando. Alguém arrisca um palpite de como ele é feito?
Leia também:
Marcadores:
tecnologia,
Web
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Como deixar seu Desktop limpo!
Todo mundo tem ou já teve esse problema. As coisas vão acumulando no Desktop do computador e quando você percebe não dá nem pra enxergar o papel de parede.
Vou comentar alguns pontos que me livraram desse problema e espero que ajudem vocês também:
Nunca deixe o seu Desktop como pasta de Downloads do Navegador
Evite esta prática, por que facilita a bagunça. Coloque os downloads em outro lugar, nem que seja em uma pasta "downloads" na própria área de trabalho.
Desta forma, você sabe que tudo que tu baixou vai estar naquela pasta e não em algum lugar obscuro dos 200 ícones da área de trabalho.
Atalhos para programas? Só os que você REALMENTE USA!
É comum instalar um novo programa e deixar um atalho de execução no Desktop. Evite! Instalou, criou atalho? Tira na mesma hora.
Deixe apenas os aplicativos que você usa todo ou praticamente todo o dia.
Se você usa programa de mensagens (MSN, Gtalk) toda vez que entra no computador, não precisa colocar um atalho, configure-os para inicializar junto com o computador.
Agrupe arquivos relacionados
É comum baixarmos vários arquivos (PDFs, músicas, vídeos) relacionados e enquanto estamos pesquisando queremos ter rápido acesso a estes arquivos, por exemplo, músicas ou vídeos de um artista ou PDFs sobre um determinado assunto. Neste caso, crie o mais rápido possível uma pasta separada dentro da sua pasta de downloads (fora do Desktop!).
Se você não quiser criar uma pasta, pelo menos agrupe visualmente os arquivos relacionados em um canto da pasta. Você tem liberdade pra brincar com a posição dos ícones, use-a.
O mais óbvio
Não deixe acumular! Na medida do possível, dê uma olhada de vez em quando na sua área de trabalho e remova ou mova de lugar coisas que não deveriam estar ali. Deixe apenas coisas que você realmente quer ter a vista nos próximos dias, como arquivos de um trabalho ou projeto.
Alguém tem mais alguma dica?
Vou comentar alguns pontos que me livraram desse problema e espero que ajudem vocês também:
Nunca deixe o seu Desktop como pasta de Downloads do Navegador
Evite esta prática, por que facilita a bagunça. Coloque os downloads em outro lugar, nem que seja em uma pasta "downloads" na própria área de trabalho.
Desta forma, você sabe que tudo que tu baixou vai estar naquela pasta e não em algum lugar obscuro dos 200 ícones da área de trabalho.
Atalhos para programas? Só os que você REALMENTE USA!
É comum instalar um novo programa e deixar um atalho de execução no Desktop. Evite! Instalou, criou atalho? Tira na mesma hora.
Deixe apenas os aplicativos que você usa todo ou praticamente todo o dia.
Se você usa programa de mensagens (MSN, Gtalk) toda vez que entra no computador, não precisa colocar um atalho, configure-os para inicializar junto com o computador.
Agrupe arquivos relacionados
É comum baixarmos vários arquivos (PDFs, músicas, vídeos) relacionados e enquanto estamos pesquisando queremos ter rápido acesso a estes arquivos, por exemplo, músicas ou vídeos de um artista ou PDFs sobre um determinado assunto. Neste caso, crie o mais rápido possível uma pasta separada dentro da sua pasta de downloads (fora do Desktop!).
Se você não quiser criar uma pasta, pelo menos agrupe visualmente os arquivos relacionados em um canto da pasta. Você tem liberdade pra brincar com a posição dos ícones, use-a.
O mais óbvio
Não deixe acumular! Na medida do possível, dê uma olhada de vez em quando na sua área de trabalho e remova ou mova de lugar coisas que não deveriam estar ali. Deixe apenas coisas que você realmente quer ter a vista nos próximos dias, como arquivos de um trabalho ou projeto.
Alguém tem mais alguma dica?
Marcadores:
dicas,
produtividade,
tecnologia
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
O Google é Lento
Vocês também acham que os serviços Google são pouco atualizados? O Gmail em português, por exemplo, mudou muito pouco. Mesmo o Gmail Labs com todas as suas novas funcionalidades, não possui muitas atualizações significativas/úteis, sem contar que provavelmente a maioria foi desenvolvida numa tarde.
O meu ponto é que os serviços do Google, não só o Gmail, demoram muito para sofrer atualizações significativas. Para mim, isso deveria ser uma oportunidade para outras empresas tentarem roubar mercado. No Google Reader, ainda estou esperando o Compartilhamento especial para grupos. Por que não surgiu nenhum leitor de feeds semelhante ao Reader, só que com mais funcionalidades? Algumas startups tentam, mas acabam mergulhando num mar de coisas inúteis, como o excesso de foco no lado "social".
Aliás, por que o Google Reader não usa a tecnologia do Google News/Blogsearch para agrupar itens de feed similares? Seria uma funcionalidade perfeita pra evitar ler a mesma notícia 20 vezes.
Outro exemplo é o próprio Blogger, serviço que hospeda este blog, que joga todas as suas atualizações num tipo de versão beta do serviço, o Blogger in Draft. Enquanto a versão "oficial" continua com pouquíssimas atualizações.
Alguém sabe quantos funcionários do Google trabalham em cada serviço? Sei que mais da metade deles trabalha com a máquina de busca e AdSense/AdWords, mas e os outros serviços?
Será que os serviços do Google são melhores que os concorrentes, ou os usamos apenas por inércia?
O meu ponto é que os serviços do Google, não só o Gmail, demoram muito para sofrer atualizações significativas. Para mim, isso deveria ser uma oportunidade para outras empresas tentarem roubar mercado. No Google Reader, ainda estou esperando o Compartilhamento especial para grupos. Por que não surgiu nenhum leitor de feeds semelhante ao Reader, só que com mais funcionalidades? Algumas startups tentam, mas acabam mergulhando num mar de coisas inúteis, como o excesso de foco no lado "social".
Aliás, por que o Google Reader não usa a tecnologia do Google News/Blogsearch para agrupar itens de feed similares? Seria uma funcionalidade perfeita pra evitar ler a mesma notícia 20 vezes.
Outro exemplo é o próprio Blogger, serviço que hospeda este blog, que joga todas as suas atualizações num tipo de versão beta do serviço, o Blogger in Draft. Enquanto a versão "oficial" continua com pouquíssimas atualizações.
Alguém sabe quantos funcionários do Google trabalham em cada serviço? Sei que mais da metade deles trabalha com a máquina de busca e AdSense/AdWords, mas e os outros serviços?
Será que os serviços do Google são melhores que os concorrentes, ou os usamos apenas por inércia?
Marcadores:
Web
sábado, 13 de setembro de 2008
Os Sistemas Operacionais serão irrelevantes?
Lendo o post do Fugita comecei a pensar em toda essa onda de "computação nas nuvens", até o Jornal da Globo já falou disso. Uma afirmação recorrente em vários lugares é de que o Sistema Operacional está se tornando cada vez menos importante e o foco passa a ser no Navegador.
Eu concordo com essa afirmação, mas deve haver cuidado nas generalizações. Computação nas nuvens já é fato, mas dizer que o uso de serviços através do navegador vai se generalizar pra todo tipo de programa e que ninguem mais vai usar aplicativos desktop é perigoso e provavelmente exagero.Os profissionais vão deixar de usar o seu Photoshop/Corel/Dreamweaver/3D Studio Max no desktop? Existem vários softwares que são inerentemente pesados/complexos. Sendo assim, não faz sentido colocá-los dentro de um outro processo, no caso o navegador. Além do mais, javascript não é a linguagem ideal pra desenvolver esse tipo de aplicação. Silverlight e outras iniciativas estão aí para possivelmente resolver essa questão.
Outro problema é o costume dos usuários. Eu, por exemplo, não gosto de usar Instant Messengers no navegador como o Meebo ou o próprio Gtalk no Gmail. Projetos como o Prism do Mozilla Labs, podem ajudar nisso. O Prism faz com que aplicações Web sejam "instaladas" no sistema operacional de forma similar a outros programas. Desta forma você pode ter um ícone na área de trabalho para o Meebo, sendo aberto numa janela separada. Dando a impressão de ser um aplicativo desktop.
Ainda é muito cedo para dizer que o Sistema Operacional será irrelevante e tudo que importará será o navegador.
O Sistema Operacional ainda é a interface dos computadores com o usuário e vai continuar sendo por uns bons anos.
Um processo no Linux é consideravelmente diferente do Windows. Vírus vão continuar a existir, mesmo com o browser sendo o centro de tudo. As diferenças entre sistemas vão continuar a existir.Ainda vai demorar um bom tempo para termos uma camada de abstração tão forte que poderemos sentar num computador sem distinguir e sem se importar com qual sistema operacional está por baixo.
Marcadores:
tecnologia,
Web
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Web Semântica será feita de APIs e padrões de dados
Muito tem se falado da Web Semântica e de como ela fará com que informações possam ser extraídas de forma estruturada facilmente de sites. Essa suposta nova tendência aponta para uma Web onde qualquer coisa (texto,imagem, vídeo, etc...) mostrada na tela do navegador tenha meta-dados (informação sobre os dados) anexados. Uma imagem em HTML possui o mínimo de informação (título, nome do arquivo...), mas com um acréscimo de Semântica, poderia-se saber, por exemplo: onde ela foi tirada, por quem e quando, apenas olhando o código-fonte da página.A primeira pergunta que vem à mente é:
Como será colocado esse tipo de informação dentro do código fonte da página?
A resposta ainda não é clara. Mesmo já existindo software para extrair esses dados estruturados de dentro da página, como o Firefox já faz, ainda há uma carência de ferramentas para facilitar a inserção e leitura de dados nos formatos específicos.
Os Microformats, por exemplo, são utilizados para "marcar" texto com meta-dados, veja o exemplo:
<div class="vevent"> <a class="url" href="http://www.web2con.com/">http://www.web2con.com/</a> Web 2.0 Conference: <abbr class="dtstart" title="2007-10-05">October 5</abbr>- <abbr class="dtend" title="2007-10-20">19</abbr>, at the Argent Hotel, San Francisco, CA </div>
Dessa forma, uma aplicação externa pode visitar essa página e extrair essas informações. Como elas estão estruturadas em campos (título, data de início e término, local...) esses dados podem ser utilizados para outros fins. Uma aplicação pode acessar a página de um evento, extrair as informações e mandar um e-mail para usuários próximos do evento ou interessados.O exemplo acima também pode ocorrer de outra forma: uma aplicação externa pode utilizar uma API pública e extrair informações do banco de dados de um site/serviço.
Qual a diferença?
Muita gente acredita que na Web Semântica, todos os sites vão ser marcados com meta-dados. Entretanto, essa visão põe confiança demais na vontade dos desenvolvedores de fazer isso.
Por outro lado as APIs públicas, disponibilizadas por sites e serviços oferecem um ambiente mais seguro e amigável. Fazer chamadas a uma função da API é mais simples que requisitar uma página Web e extrair dados diretamente do código HTML.
A questão é que nem todos as empresas estão cientes das vantagens de abrir seu banco de dados através de APIs. Imagine, por exemplo, uma companhia aérea fazendo isso (pelo menos para consulta de vôos), o quão útil poderia ser.
O último ponto a ser tocado é que não adianta todas as empresas criarem APIs para seus dados, se cada empresa os disponibiliza em formatos diferentes. Por exemplo, e se uma companhia aérea disponibiliza os dados em um padrão XML e a sua concorrente disponibiliza em outro padrão? Para o desenvolvedor que quer utilizar ambas APIs será uma dor de cabeça.
Iniciativas como a DataPortability.org querem acabar com esses problemas tentando definir padrões para diferentes tipos de aplicações.
Quando o desenvolvedor puder trabalhar com dados de várias fontes e tratá-las de uma única forma, o foco passará a ser criar interfaces e aplicações para que os usuários possam usufruir das possibilidades que a chamada Portabilidade de Dados provê. Não espera-se da Web que ela seja "inteligente", mas que aplicações possam conversar facilmente entre si, facilitando a vida do usuário. O caminho para que isso ocorra? APIs públicas e padrões de dados bem estabelecidos, suportados e aceitos.
Leia também:
Marcadores:
desenvolvimento,
Web
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
As telas Multi-Touch Screen são as interfaces do Futuro?
É inegável o impacto que o iPhone teve no mercado de tecnologia. As telas touch screen foram elevadas a um novo patamar, bem longe das canetinhas stylus. O iPhone mostrou que interfaces multi-touch screen podem ser muito mais intuitivas e "divertidas". Agora, o conceito de telas sensíveis ao toque ameça se espalhar para os computadores. Será esse o futuro? O mouse será substituído pelas mãos?
Rumores dizem que um MacBook Touch da Apple estaria por vir ainda este ano. Seria essa a confirmação de uma nova tendência? Embora os PCs tablet não sejam mais novidade, o seu uso/utilidade ainda é muito restrito a aplicações específicas. Talvez o novo computador da Apple comece a mudar de vez como interagimos com os nossos PCs.
Imagine fazer tudo no computador através das mãos? Abrir uma janela, clicar num link, trocar de aba no navegador. Parece bastante interessante e intuitivo, certo? Mas, nem tudo é maravilhas. Utilizar um computador o tempo todo através de toques na tela pode ser cansativo. Imagine que agora o teclado e o monitor ficam no mesmo plano. Colocar a tela deitada na mesa como um teclado, vai fazer o usuário ficar olhando para baixo (depois de 2 horas, olha o torcicolo). Colocar a tela em pé como um monitor tradicional, vai fazer o usuário digitar com os braços erguidos (depois de 2 horas, olha o ombro doído). Um meio termo é necessário: inclinação e apoios?

Outro detalhe é que um usuário podendo usar todos os dedos vai ser sempre mais ágil que um bicampeão mundial de Counter Strike usando o Mouse MX900 Ultra Mega 1.000.000 dpi! É com essa promessa de agilidade e facilidade que a tecnologia Multi-touch screen avança e ganha mais fãs. Comparando um iPhone com um celular convencional com teclado alfa-numérico, é inegável a intuividade e agilidade no celular da Apple. O acesso a Web, por exemplo, torna-se muito mais dinâmico e pouco cansativo no iPhone.
Mas será que as pessoas vão se acostumar com interfaces touch screen? A quebra de paradigmas no âmbito da tecnologia sempre causa desconfortos e dores de cabeça, mas uma hora ou outra as pessoas acabam se acostumando, geralmente quando o novo paradigma é realmente mais útil. Por exemplo, a mudança da interface do Office na versão 2007 causou muita insatisfação nas pessoas, mas com o tempo as pessoas vão se acostumando e gostando.
É fato que muitas pesssoas não acreditam na idéia. Iniciativas como o Microsoft Surface e provavelmente um futuro MacBook Touch mostram que a indústria já caminha em direção a novos conceitos de interação entre homem e máquina. Acredito que a tecnologia evolui sempre para a comodidade das pessoas. Se esse for o caso, daqui a alguns anos teremos inúmeros modelos de computadores multi-touch screen, para todos os gostos.
Leia também:
Rumores dizem que um MacBook Touch da Apple estaria por vir ainda este ano. Seria essa a confirmação de uma nova tendência? Embora os PCs tablet não sejam mais novidade, o seu uso/utilidade ainda é muito restrito a aplicações específicas. Talvez o novo computador da Apple comece a mudar de vez como interagimos com os nossos PCs.
Imagine fazer tudo no computador através das mãos? Abrir uma janela, clicar num link, trocar de aba no navegador. Parece bastante interessante e intuitivo, certo? Mas, nem tudo é maravilhas. Utilizar um computador o tempo todo através de toques na tela pode ser cansativo. Imagine que agora o teclado e o monitor ficam no mesmo plano. Colocar a tela deitada na mesa como um teclado, vai fazer o usuário ficar olhando para baixo (depois de 2 horas, olha o torcicolo). Colocar a tela em pé como um monitor tradicional, vai fazer o usuário digitar com os braços erguidos (depois de 2 horas, olha o ombro doído). Um meio termo é necessário: inclinação e apoios?

Outro detalhe é que um usuário podendo usar todos os dedos vai ser sempre mais ágil que um bicampeão mundial de Counter Strike usando o Mouse MX900 Ultra Mega 1.000.000 dpi! É com essa promessa de agilidade e facilidade que a tecnologia Multi-touch screen avança e ganha mais fãs. Comparando um iPhone com um celular convencional com teclado alfa-numérico, é inegável a intuividade e agilidade no celular da Apple. O acesso a Web, por exemplo, torna-se muito mais dinâmico e pouco cansativo no iPhone.
Mas será que as pessoas vão se acostumar com interfaces touch screen? A quebra de paradigmas no âmbito da tecnologia sempre causa desconfortos e dores de cabeça, mas uma hora ou outra as pessoas acabam se acostumando, geralmente quando o novo paradigma é realmente mais útil. Por exemplo, a mudança da interface do Office na versão 2007 causou muita insatisfação nas pessoas, mas com o tempo as pessoas vão se acostumando e gostando.
É fato que muitas pesssoas não acreditam na idéia. Iniciativas como o Microsoft Surface e provavelmente um futuro MacBook Touch mostram que a indústria já caminha em direção a novos conceitos de interação entre homem e máquina. Acredito que a tecnologia evolui sempre para a comodidade das pessoas. Se esse for o caso, daqui a alguns anos teremos inúmeros modelos de computadores multi-touch screen, para todos os gostos.
Leia também:
Marcadores:
tecnologia,
telefonia celular
terça-feira, 1 de julho de 2008
APIs e os novos modelos de negócio na Web
Até alguns anos atrás, prevalecia um modelo fechado onde cada website guardava os dados do seu serviço e dos seus usuários trancados em seus bancos de dados. Agora, qualquer site pode disponibilizar APIs que possibilitam o acesso (quase) irrestrito aos dados. A informação começa a se libertar. Como isso muda a nossa Web de todo dia?
Possuir muitos usuários gerando ou acessando conteúdo no seu site (redes sociais, blogs, microblogs, youtubes...) sempre significou sucesso. O Youtube, por exemplo, foi vendido por U$1,6 bilhões de dólares. Líder absoluto em vídeos na Web.
Por outro lado, recentemente foi lançada uma API completa para o Youtube, tão completa que é possível criar todo um site de vídeos (inclusive upload) sem precisar armazenar nenhum no seu servidor. Até que ponto isso pode tirar usuários do Youtube e repassar a outros sites?
Com a popularização das APIs públicas, já não importa ONDE os dados estão, mas sim O QUE é feito com os dados.
Um ótimo exemplo é o FriendFeed. O serviço usa APIs ou feeds de outros sites (blogs, twitters, redes sociais...) para juntar numa só página a "vida online" de um usuário.
Os dados-chave do serviço oferecido pelo FriendFeed não estão em seus servidores, mas espalhados pela Web. Apesar de, obviamente, haver a necessidade de guardar estes dados para uso dentro do seu site, o FriendFeed não se preocupa em fazer seus usuários postar artigos, compartilhar notícias, postar fotos no Flickr. Ele já adquire isso tudo pronto.
A demanda por APIs é tão grande que surge serviços como o Gnip que alivia o peso nos servidores dos grandes sites, ajudando na hora de responder as requisições às APIs.
Essa é a nova cara da Web. Os dados são livres para irem de um site para outro. Dessa forma o usuário fica livre para acessar informação de onde quiser. O Twitter, por exemplo, tem dezenas de interfaces diferentes, mas os dados (microposts e informações dos usuários) residem num lugar central. Isso tira o poder dos grandes sites e democratiza o acesso aos dados.
Essa é a nova tendência? Abertura dos dados?
Essa já é a realidade. A cada dia surgem novos sites, novas APIs, possibilitando inúmeras oportunidades pra quem não produz conteúdo, mas sabe como usá-lo.
Essa já é a realidade. A cada dia surgem novos sites, novas APIs, possibilitando inúmeras oportunidades pra quem não produz conteúdo, mas sabe como usá-lo.
Nessas ondas de Web 2.0, não vence quem produz mais conteúdo e informação. Ganha quem sabe usá-las corretamente, criando o melhor serviço pare seus usuários.
Artigos relacionados:
Marcadores:
Web
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Como implementar novas funcionalidades no seu site/software?
Em empresas, sites, grupos, equipes de desenvolvimento sempre há a dúvida: para onde crescer agora? Qual o próximo objetivo? No caso de desenvolvimento de sites e softwares a pergunta é: qual nova funcionalidade ou idéia implementar agora? Esta pergunta inevitavelmente depende de outra: o que o usuário quer?
Já ouvi CEO de startup falar que não se pode dar ouvidos a todos os pedidos dos usuários por novas funcionalidades. Faz sentido. Cada pessoa tem opiniões subjetivas do que é bom e ruim, e cada pessoa tem sua maneira de utilizar e razões para usar um software. Levar em consideração, cegamente, os desejos de todos é ingênuo. Como pesar os pedidos de usuários e os objetivos da equipe de desenvolvimento ($$$)?
Um jeito, muito usado, é reunir a equipe e debater até decidir (sem sair no tapa) o que a deve-se fazer agora. Um consenso dentro do grupo, pode significar a melhor opção, ou não. O problema é considerar apenas opiniões dos desenvolvedores que podem não ter o perfil do usuário do produto.
Uma forma interessante e pouca usada é deixar os usuários sugerirem publicamente idéias ou novas funcionalidades para seu site/software e permitir que as pessoas possam votar nas melhores. Desta forma, é possível consultar a opinião em massa dos seus usuários antes de implementar de fato.
Usar a colaboração em massa a seu favor, pode ajudá-lo a "filtrar" as melhores idéias. Deixando com os usuários o trabalho de pensar e decidir quais as coisas úteis que eles querem ver no seu software.
Comunidades open-source já se utilizam de mecanismos nesse estilo. O Google também usa algo semelhante para filtrar as melhores idéias dos seus próprios funcionários, o Google Ideas:

Seria interessante, então, criar um sistema desse tipo para o seu site/software, onde qualquer pessoa pudesse sugerir e votar em idéias? Sim. Pode ser uma alternativa barata e eficaz de saber o que o seus usuários querem.
O importante é mostrar que a equipe de desenvolvimento está trabalhando para melhorar o produto. A equipe tem que cuidar da satisfação do "cliente". É fácil ver muitos sites parados no tempo. O próprio Gmail passou um bom tempo parado, sem mudanças significativas. O Rec6, nacional, meses depois ainda não lembra de mim na hora de logar, e não implementou nenhuma grande mudança (talvez nos algoritmos para contagem de votos).
Nestes tempos de "always beta", o seu produto pode ser o melhor hoje, mas amanhã o seu concorrente pode lançar 20 funcionalidades melhores que a sua. Atualizar-se sempre, pensando na opinião do usuário, é altamente recomendável e o único modo de se manter competitivo.
Leia também:
Já ouvi CEO de startup falar que não se pode dar ouvidos a todos os pedidos dos usuários por novas funcionalidades. Faz sentido. Cada pessoa tem opiniões subjetivas do que é bom e ruim, e cada pessoa tem sua maneira de utilizar e razões para usar um software. Levar em consideração, cegamente, os desejos de todos é ingênuo. Como pesar os pedidos de usuários e os objetivos da equipe de desenvolvimento ($$$)?
Um jeito, muito usado, é reunir a equipe e debater até decidir (sem sair no tapa) o que a deve-se fazer agora. Um consenso dentro do grupo, pode significar a melhor opção, ou não. O problema é considerar apenas opiniões dos desenvolvedores que podem não ter o perfil do usuário do produto.
Uma forma interessante e pouca usada é deixar os usuários sugerirem publicamente idéias ou novas funcionalidades para seu site/software e permitir que as pessoas possam votar nas melhores. Desta forma, é possível consultar a opinião em massa dos seus usuários antes de implementar de fato.
Usar a colaboração em massa a seu favor, pode ajudá-lo a "filtrar" as melhores idéias. Deixando com os usuários o trabalho de pensar e decidir quais as coisas úteis que eles querem ver no seu software.
Comunidades open-source já se utilizam de mecanismos nesse estilo. O Google também usa algo semelhante para filtrar as melhores idéias dos seus próprios funcionários, o Google Ideas:

Seria interessante, então, criar um sistema desse tipo para o seu site/software, onde qualquer pessoa pudesse sugerir e votar em idéias? Sim. Pode ser uma alternativa barata e eficaz de saber o que o seus usuários querem.
O importante é mostrar que a equipe de desenvolvimento está trabalhando para melhorar o produto. A equipe tem que cuidar da satisfação do "cliente". É fácil ver muitos sites parados no tempo. O próprio Gmail passou um bom tempo parado, sem mudanças significativas. O Rec6, nacional, meses depois ainda não lembra de mim na hora de logar, e não implementou nenhuma grande mudança (talvez nos algoritmos para contagem de votos).
Nestes tempos de "always beta", o seu produto pode ser o melhor hoje, mas amanhã o seu concorrente pode lançar 20 funcionalidades melhores que a sua. Atualizar-se sempre, pensando na opinião do usuário, é altamente recomendável e o único modo de se manter competitivo.
Leia também:
Marcadores:
desenvolvimento,
tecnologia,
Web
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Comprando celular pelo call center
Esse post vai ser curto. Só pra mostrar a minha chateação com o fato de eu ter comprado um Nokia N95 através do call center da VIVO. O aparelho chegou em 4 dias úteis, mas no mesmo dia já apresentava sérios defeitos (lê-se: travava e não desligava).
Reclamei, vão mandar alguém pra pegar aqui em casa. Mas não podiam mandar outro novo por que tava em falta no estoque o modelo. Além disso, não sabiam quando ia ter, e o mais cômico: eu tinha que ficar ligando de dias em dias pra saber se já tava no estoque, correndo o risco de alguém comprar na minha frente.

Resultado: compra cancelada, dinheiro e pontos de volta. Vou comprar direto na loja que se der problema a gente resolve na hora. (ou quase)
Aliás, vocês viram o iPhone 2.0/3G ? Foi só eu, ou ele tá mais pra iPhone 1.5?
Reclamei, vão mandar alguém pra pegar aqui em casa. Mas não podiam mandar outro novo por que tava em falta no estoque o modelo. Além disso, não sabiam quando ia ter, e o mais cômico: eu tinha que ficar ligando de dias em dias pra saber se já tava no estoque, correndo o risco de alguém comprar na minha frente.

Resultado: compra cancelada, dinheiro e pontos de volta. Vou comprar direto na loja que se der problema a gente resolve na hora. (ou quase)
Aliás, vocês viram o iPhone 2.0/3G ? Foi só eu, ou ele tá mais pra iPhone 1.5?
Marcadores:
tecnologia,
telefonia celular
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Cadê a bolha da Web 2.0?
Alguns meses atrás, cansamos de escutar o quanto a Web 2.0 estava caminhando para uma nova Bolha, assim como nos idos de 2000. Compras milionárias, startups sem ter como ganhar dinheiro. Tudo muito preocupante. Mas e aí? Cadê ela mesmo?
Existe algo inerente à Internet. A Web tem uma queda por hypes. Tudo que causa polêmica, acaba atraindo muita atenção, incluindo de pessoas renomadas e conhecidas. Como todo mundo sabe, quando alguém importante, tipo John Dvorak ou Michael Arrington, resolvem dar a sua opinião, esta ecoa por todos os cantos da Web e muita gente passa a idéia adiante.
Será que o Dvorak sempre tem razão? Em uma artigo, ele pregou que a bolha da Web 2.0 estava se formando e que íamos ver novamente a quebradeira.
Até agora... Nada. Alguém viu algum índicio, fato ou estudo especializado mostrando que as empresas na Web estão caminhando para um beco sem saída?

Uma característica do estouro da bolha da Web 1.0 não está presente nos dias de hoje, e esta parece ter passado desapercebida por alguns analistas. Hoje as startups demoram MUITO (quando o fazem) para abrirem seu capital nas bolsas de valores e o dinheiro que gira dentro das startups é em maior parte provido por fundos de capital de risco. Twitter, Facebook e afins, nada de venderem ações. Em 2000, qualquer site de vender fraldas pela Internet tinha ações bem valorizadas na bolsa.
Quando percebeu-se que estas empresas eram furadas, sem tanto potencial pra gerar lucro, não foi o capital de risco que quebrou a cara. Milhares de investidores da bolsa também quebraram, o que acabou puxando um monte de gente pro buraco.
Obviamente, hoje tem muito serviço na Web que não vai retornar 1 centavo dos investimentos, outras vão ficar bambas e depois cair. Outras vão triunfar. Mas será que a quantidade de investimentos desenfreados e sem cálculo da época da bolha se comparam com os de hoje?
Será possível que o pessoal dos grandes fundos de investimento ainda são tão bobinhos quanto em 2000?
Enfim, eu vou esperar.
Leia também:
Existe algo inerente à Internet. A Web tem uma queda por hypes. Tudo que causa polêmica, acaba atraindo muita atenção, incluindo de pessoas renomadas e conhecidas. Como todo mundo sabe, quando alguém importante, tipo John Dvorak ou Michael Arrington, resolvem dar a sua opinião, esta ecoa por todos os cantos da Web e muita gente passa a idéia adiante.
Será que o Dvorak sempre tem razão? Em uma artigo, ele pregou que a bolha da Web 2.0 estava se formando e que íamos ver novamente a quebradeira.
Até agora... Nada. Alguém viu algum índicio, fato ou estudo especializado mostrando que as empresas na Web estão caminhando para um beco sem saída?
Uma característica do estouro da bolha da Web 1.0 não está presente nos dias de hoje, e esta parece ter passado desapercebida por alguns analistas. Hoje as startups demoram MUITO (quando o fazem) para abrirem seu capital nas bolsas de valores e o dinheiro que gira dentro das startups é em maior parte provido por fundos de capital de risco. Twitter, Facebook e afins, nada de venderem ações. Em 2000, qualquer site de vender fraldas pela Internet tinha ações bem valorizadas na bolsa.
Quando percebeu-se que estas empresas eram furadas, sem tanto potencial pra gerar lucro, não foi o capital de risco que quebrou a cara. Milhares de investidores da bolsa também quebraram, o que acabou puxando um monte de gente pro buraco.
Obviamente, hoje tem muito serviço na Web que não vai retornar 1 centavo dos investimentos, outras vão ficar bambas e depois cair. Outras vão triunfar. Mas será que a quantidade de investimentos desenfreados e sem cálculo da época da bolha se comparam com os de hoje?
Será possível que o pessoal dos grandes fundos de investimento ainda são tão bobinhos quanto em 2000?
Enfim, eu vou esperar.
Leia também:
Marcadores:
Web
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Web 2.0: o que realmente foi, é e vai ser?
Estes últimos dias estive estudando a possibilidade de dar uma palestra sobre Web 2.0 para os calouros aqui da faculdade. A gente percebe claramente que a maioria deles entra na universidade achando que a Web atual se resume a Orkut/Wikipedia/Google. Seria interessante mostrá-los que há muito mais coisas interessantes que eles poderiam aproveitar. Quem sabe já ir botando na cabeça deles a idéia de criar um serviço na web e montar uma empresa em cima disso.
Apenas mostrar um monte de sites interessantes (Delicious, Twitter, Digg-likes, blogs, agregadores de blogs e outros) já seria legal, mas eu queria mostrar mais do que isso, fazê-los entender em que contexto a Web está hoje. Posso tentar.
A chamada Web 2.0 pode ser resumida (salvo exceções) num só conceito: o foco nas pessoas e tudo em volta delas.
Pouco tempo atrás (5 anos ou mais), empresas que investiam na Web e em sites preocupavam-se principalmente com seus produtos, preços, como receber mais capital (olha o estouro da bolha). O usuário entrava no site isolado e indepedente de outros usuários, fazia sua compra/pesquisa/utilização e pronto. A navegação era muito focada em objetivos claros, que geralmente envolviam vender o produto de uma empresa.
Hoje, milhares de sites (os citados acima, por exemplo) provam que o usuário pode fornecer muita informação, pode gerar muita informação. A Wikipedia, por exemplo, percebeu isso e deixou os seus usuários gerarem e alterarem toda a informação contida no site. Outro exemplo é o Camiseteria, que não contrata designers para fazer estampas. Os seus próprios usuários criam e enviam para a comunidade do site. As mais votadas são fabricadas e vendidas, não antes de premiar os designers mais criativos.
Vários outros serviços tem um contexto similar: Flickr, videolog, Youtube e blogs em geral são lugares onde a pessoa pode compartilhar alguma produção sua ou de outros, seja imagem, vídeo ou texto. Novamente: o usuário gera informação.
Muito ligado com estes últimos exemplos está o conceito Social. Hoje qualquer site que se preze tem uma "camada social". Um modo de seus usuários interagirem entre eles, seja através de comentários ou ae de uma própria rede social integrada.
Ainda atrelado a este conceito estão os serviços que se enquadram na categoria de Social Media, sites que se aproveitam da "sabedoria das multidões". Na Web 2.0 não basta uma pessoa dizer que algo é bom ou ruim, é mais interessante cada um dar sua opinião. No final, a opinião coletiva vence.
Tá, já sabemos que o usuário é o grande centro das atenções. Todos os dias pipocam startups propondo serviços que você nem imagina que possa precisar (muitas vezes não precisa mesmo). O que falta fazer?
Alguns conceitos devem se fortalecer e talvez dar vida a novos serviços.
Na Web 2.0 a informação se tornou um recurso de suma importância, tanto na forma de notícias, artigos e páginas Web, quanto na forma de dados pessoais de usuários. O Google sabe muito bem disso.
Peter Norvig, diretor de pesquisa do Google resumiu bem a idéia, na Startup School 2008:
"Consiga dados; especialmente dados sobre outras pessoas. Qualquer um pode ir na Web e conseguir 1.7 bilhões de palavras. Faça isso e depois faça algo com elas (análise, algoritmos, busca)". (Extraído desse resumo da conferência)
As empresas que souberem como conseguir e tratar dados do usuário e transformá-las em informação útil sairão na frente, quem sabe, na Web 3.0.
Leia também:
Apenas mostrar um monte de sites interessantes (Delicious, Twitter, Digg-likes, blogs, agregadores de blogs e outros) já seria legal, mas eu queria mostrar mais do que isso, fazê-los entender em que contexto a Web está hoje. Posso tentar.
A chamada Web 2.0 pode ser resumida (salvo exceções) num só conceito: o foco nas pessoas e tudo em volta delas.
Pouco tempo atrás (5 anos ou mais), empresas que investiam na Web e em sites preocupavam-se principalmente com seus produtos, preços, como receber mais capital (olha o estouro da bolha). O usuário entrava no site isolado e indepedente de outros usuários, fazia sua compra/pesquisa/utilização e pronto. A navegação era muito focada em objetivos claros, que geralmente envolviam vender o produto de uma empresa.
Hoje, milhares de sites (os citados acima, por exemplo) provam que o usuário pode fornecer muita informação, pode gerar muita informação. A Wikipedia, por exemplo, percebeu isso e deixou os seus usuários gerarem e alterarem toda a informação contida no site. Outro exemplo é o Camiseteria, que não contrata designers para fazer estampas. Os seus próprios usuários criam e enviam para a comunidade do site. As mais votadas são fabricadas e vendidas, não antes de premiar os designers mais criativos.Vários outros serviços tem um contexto similar: Flickr, videolog, Youtube e blogs em geral são lugares onde a pessoa pode compartilhar alguma produção sua ou de outros, seja imagem, vídeo ou texto. Novamente: o usuário gera informação.
Muito ligado com estes últimos exemplos está o conceito Social. Hoje qualquer site que se preze tem uma "camada social". Um modo de seus usuários interagirem entre eles, seja através de comentários ou ae de uma própria rede social integrada.
Ainda atrelado a este conceito estão os serviços que se enquadram na categoria de Social Media, sites que se aproveitam da "sabedoria das multidões". Na Web 2.0 não basta uma pessoa dizer que algo é bom ou ruim, é mais interessante cada um dar sua opinião. No final, a opinião coletiva vence.
Tá, já sabemos que o usuário é o grande centro das atenções. Todos os dias pipocam startups propondo serviços que você nem imagina que possa precisar (muitas vezes não precisa mesmo). O que falta fazer?
Alguns conceitos devem se fortalecer e talvez dar vida a novos serviços.
- Personalização
- Interoperabilidade
- Convergência
Na Web 2.0 a informação se tornou um recurso de suma importância, tanto na forma de notícias, artigos e páginas Web, quanto na forma de dados pessoais de usuários. O Google sabe muito bem disso.
Peter Norvig, diretor de pesquisa do Google resumiu bem a idéia, na Startup School 2008:
"Consiga dados; especialmente dados sobre outras pessoas. Qualquer um pode ir na Web e conseguir 1.7 bilhões de palavras. Faça isso e depois faça algo com elas (análise, algoritmos, busca)". (Extraído desse resumo da conferência)
As empresas que souberem como conseguir e tratar dados do usuário e transformá-las em informação útil sairão na frente, quem sabe, na Web 3.0.
Leia também:
Por que o Brasil não desenvolve Twitters e Facebooks?
Os aplicativos estão indo para a Web. Vamos parar de compilar programas?
Empresas de olho no que os Blogs falam!
Ficando mais "Web 2.0"
Marcadores:
tecnologia,
Web










