quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Vamos aproveitar o potencial dos universitários de tecnologia!

É comum aqui no Brasil sempre sentirmos um sentimento de que as coisas podiam ser melhores, bastando apenas o empurrãozinho das pessoas. Nosso país tem muito potencial. Nas empresas, nas faculdades. Pessoas e projetos, inovadores ou não, têm a capacidade de criar produtos, serviços e patentes (por que não?) que fariam muito bem para nosso país. Por que, então, parecemos meio estagnados?

Alguém sabe a quantidade de bons projetos acontecendo nas universidades do Brasil? Um bucado. Mas sempre achamos que podia ter um pouco mais. O que eu tenho observado nesses meus poucos anos de graduando em Ciência da Computação é que tem muita coisa interessante nas faculdades de tecnologia brasileiras. Mas vocês costumam ver produtos saindo de lá? Ou inúmeras empresas surgindo?

Algumas vezes eu acho que os Professores ficam muito preocupados em escrever artigos, ir pra conferências e esquecem que têm na mão alunos e professores (mestrados e doutores) com potencial para criar produtos e serviços de primeira. Um bom exemplo disso foi a empresa Akwan que foi vendida pro Google a alguns anos. Foi formada por Professores e alunos da pós-graduação da UFMG e estavam fazendo bons produtos, tanto que atraíram a atenção do gigante das buscas.

Estou falando tudo isso por que acho que falta esse pensamento empreendedor dos alunos e professores nas faculdades (na área de tecnologia). As encubadoras de empresas dentro de Universidades são bons exemplos a serem seguidos, mas não é imprescindível pra que um produto ou empresa seja gerada a partir de um projeto de extensão ou de um grupo isolado de alunos. Basta interesse.

Concluindo, vamos parar de duvidar de nosso próprio potencial e botar a mão na massa.

2 comentários:

Gian Carlo disse...

Felipe, concordo com você que potencial temos de sobra... falta saber explorar.
Pra mim, um dos passos fundamentais seria aumentar o intercâmbio entre escolas de ponta de tecnologia e as de 'business'. Acho que em universidades como a USP esse intercâmbio pode ser um pouco maior, mas ainda é deficiente. Em escolas como a FGV-SP então nem se fala, um prédio onde não há contato com outras áreas do conhecimento fora Economia e Administração.
Enfim... os estudantes de tecnologia sabem construir o produto, os de negócios sabem empacotá-lo e vendê-lo para as pessoas certas... as duas funções são igualmente importantes para o sucesso de um empreendimento.
Abraços

Felipe Hummel disse...

Exatamente. As vezes o pessoal se isola tanto que acaba só querendo saber da própria área.
Todo mundo tem que se comunicar pra melhorar as coisas!
Abraço!