Apenas mostrar um monte de sites interessantes (Delicious, Twitter, Digg-likes, blogs, agregadores de blogs e outros) já seria legal, mas eu queria mostrar mais do que isso, fazê-los entender em que contexto a Web está hoje. Posso tentar.
A chamada Web 2.0 pode ser resumida (salvo exceções) num só conceito: o foco nas pessoas e tudo em volta delas.
Pouco tempo atrás (5 anos ou mais), empresas que investiam na Web e em sites preocupavam-se principalmente com seus produtos, preços, como receber mais capital (olha o estouro da bolha). O usuário entrava no site isolado e indepedente de outros usuários, fazia sua compra/pesquisa/utilização e pronto. A navegação era muito focada em objetivos claros, que geralmente envolviam vender o produto de uma empresa.
Hoje, milhares de sites (os citados acima, por exemplo) provam que o usuário pode fornecer muita informação, pode gerar muita informação. A Wikipedia, por exemplo, percebeu isso e deixou os seus usuários gerarem e alterarem toda a informação contida no site. Outro exemplo é o Camiseteria, que não contrata designers para fazer estampas. Os seus próprios usuários criam e enviam para a comunidade do site. As mais votadas são fabricadas e vendidas, não antes de premiar os designers mais criativos.Vários outros serviços tem um contexto similar: Flickr, videolog, Youtube e blogs em geral são lugares onde a pessoa pode compartilhar alguma produção sua ou de outros, seja imagem, vídeo ou texto. Novamente: o usuário gera informação.
Muito ligado com estes últimos exemplos está o conceito Social. Hoje qualquer site que se preze tem uma "camada social". Um modo de seus usuários interagirem entre eles, seja através de comentários ou ae de uma própria rede social integrada.
Ainda atrelado a este conceito estão os serviços que se enquadram na categoria de Social Media, sites que se aproveitam da "sabedoria das multidões". Na Web 2.0 não basta uma pessoa dizer que algo é bom ou ruim, é mais interessante cada um dar sua opinião. No final, a opinião coletiva vence.
Tá, já sabemos que o usuário é o grande centro das atenções. Todos os dias pipocam startups propondo serviços que você nem imagina que possa precisar (muitas vezes não precisa mesmo). O que falta fazer?
Alguns conceitos devem se fortalecer e talvez dar vida a novos serviços.
- Personalização
- Interoperabilidade
- Convergência
Na Web 2.0 a informação se tornou um recurso de suma importância, tanto na forma de notícias, artigos e páginas Web, quanto na forma de dados pessoais de usuários. O Google sabe muito bem disso.
Peter Norvig, diretor de pesquisa do Google resumiu bem a idéia, na Startup School 2008:
"Consiga dados; especialmente dados sobre outras pessoas. Qualquer um pode ir na Web e conseguir 1.7 bilhões de palavras. Faça isso e depois faça algo com elas (análise, algoritmos, busca)". (Extraído desse resumo da conferência)
As empresas que souberem como conseguir e tratar dados do usuário e transformá-las em informação útil sairão na frente, quem sabe, na Web 3.0.
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Ficando mais "Web 2.0"
