Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008

Web Semântica será feita de APIs e padrões de dados

Muito tem se falado da Web Semântica e de como ela fará com que informações possam ser extraídas de forma estruturada facilmente de sites. Essa suposta nova tendência aponta para uma Web onde qualquer coisa (texto,imagem, vídeo, etc...) mostrada na tela do navegador tenha meta-dados (informação sobre os dados) anexados. Uma imagem em HTML possui o mínimo de informação (título, nome do arquivo...), mas com um acréscimo de Semântica, poderia-se saber, por exemplo: onde ela foi tirada, por quem e quando, apenas olhando o código-fonte da página.

A primeira pergunta que vem à mente é:

Como será colocado esse tipo de informação dentro do código fonte da página?

A resposta ainda não é clara. Mesmo já existindo software para extrair esses dados estruturados de dentro da página, como o Firefox já faz, ainda há uma carência de ferramentas para facilitar a inserção e leitura de dados nos formatos específicos.

Os Microformats, por exemplo, são utilizados para "marcar" texto com meta-dados, veja o exemplo:

<div class="vevent">
<a class="url" href="http://www.web2con.com/">http://www.web2con.com/</a>
  Web 2.0 Conference:
  <abbr class="dtstart" title="2007-10-05">October 5</abbr>-
  <abbr class="dtend" title="2007-10-20">19</abbr>,
 at the Argent Hotel, San Francisco, CA
 </div>


Dessa forma, uma aplicação externa pode visitar essa página e extrair essas informações. Como elas estão estruturadas em campos (título, data de início e término, local...) esses dados podem ser utilizados para outros fins. Uma aplicação pode acessar a página de um evento, extrair as informações e mandar um e-mail para usuários próximos do evento ou interessados.

O exemplo acima também pode ocorrer de outra forma: uma aplicação externa pode utilizar uma API pública e extrair informações do banco de dados de um site/serviço.

Qual a diferença?

Muita gente acredita que na Web Semântica, todos os sites vão ser marcados com meta-dados. Entretanto, essa visão põe confiança demais na vontade dos desenvolvedores de fazer isso.

Por outro lado as APIs públicas, disponibilizadas por sites e serviços oferecem um ambiente mais seguro e amigável. Fazer chamadas a uma função da API é mais simples que requisitar uma página Web e extrair dados diretamente do código HTML.

A questão é que nem todos as empresas estão cientes das vantagens de abrir seu banco de dados através de APIs. Imagine, por exemplo, uma companhia aérea fazendo isso (pelo menos para consulta de vôos), o quão útil poderia ser.

O último ponto a ser tocado é que não adianta todas as empresas criarem APIs para seus dados, se cada empresa os disponibiliza em formatos diferentes. Por exemplo, e se uma companhia aérea disponibiliza os dados em um padrão XML e a sua concorrente disponibiliza em outro padrão? Para o desenvolvedor que quer utilizar ambas APIs será uma dor de cabeça.

Iniciativas como a DataPortability.org querem acabar com esses problemas tentando definir padrões para diferentes tipos de aplicações.

Quando o desenvolvedor puder trabalhar com dados de várias fontes e tratá-las de uma única forma, o foco passará a ser criar interfaces e aplicações para que os usuários possam usufruir das possibilidades que a chamada Portabilidade de Dados provê. Não espera-se da Web que ela seja "inteligente", mas que aplicações possam conversar facilmente entre si, facilitando a vida do usuário. O caminho para que isso ocorra? APIs públicas e padrões de dados bem estabelecidos, suportados e aceitos.

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Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008

As telas Multi-Touch Screen são as interfaces do Futuro?

É inegável o impacto que o iPhone teve no mercado de tecnologia. As telas touch screen foram elevadas a um novo patamar, bem longe das canetinhas stylus. O iPhone mostrou que interfaces multi-touch screen podem ser muito mais intuitivas e "divertidas". Agora, o conceito de telas sensíveis ao toque ameça se espalhar para os computadores. Será esse o futuro? O mouse será substituído pelas mãos?

Rumores dizem que um MacBook Touch da Apple estaria por vir ainda este ano. Seria essa a confirmação de uma nova tendência? Embora os PCs tablet não sejam mais novidade, o seu uso/utilidade ainda é muito restrito a aplicações específicas. Talvez o novo computador da Apple comece a mudar de vez como interagimos com os nossos PCs.

Imagine fazer tudo no computador através das mãos? Abrir uma janela, clicar num link, trocar de aba no navegador. Parece bastante interessante e intuitivo, certo? Mas, nem tudo é maravilhas. Utilizar um computador o tempo todo através de toques na tela pode ser cansativo. Imagine que agora o teclado e o monitor ficam no mesmo plano. Colocar a tela deitada na mesa como um teclado, vai fazer o usuário ficar olhando para baixo (depois de 2 horas, olha o torcicolo). Colocar a tela em pé como um monitor tradicional, vai fazer o usuário digitar com os braços erguidos (depois de 2 horas, olha o ombro doído). Um meio termo é necessário: inclinação e apoios?

Outro detalhe é que um usuário podendo usar todos os dedos vai ser sempre mais ágil que um bicampeão mundial de Counter Strike usando o Mouse MX900 Ultra Mega 1.000.000 dpi!  É com essa promessa de agilidade e facilidade que a tecnologia Multi-touch screen avança e ganha mais fãs. Comparando um iPhone com um celular convencional com teclado alfa-numérico, é inegável a intuividade e agilidade no celular da Apple. O acesso a Web, por exemplo, torna-se muito mais dinâmico e pouco cansativo no iPhone.

Mas será que as pessoas vão se acostumar com interfaces touch screen? A quebra de paradigmas no âmbito da tecnologia sempre causa desconfortos e dores de cabeça, mas uma hora ou outra as pessoas acabam se acostumando, geralmente quando o novo paradigma é realmente mais útil. Por exemplo, a mudança da interface do Office na versão 2007 causou muita insatisfação nas pessoas, mas com o tempo as pessoas vão se acostumando e gostando.


É fato que muitas pesssoas não acreditam na idéia. Iniciativas como o Microsoft Surface e provavelmente um futuro MacBook Touch mostram que a indústria já caminha em direção a novos conceitos de interação entre homem e máquina. Acredito que a tecnologia evolui sempre para a comodidade das pessoas. Se esse for o caso, daqui a alguns anos teremos inúmeros modelos de computadores multi-touch screen, para todos os gostos.


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